vicki's posts with tag: cidades
|  | algo que venho querendo fazer há muito tempo...e nem consegui como eu queria...
pra vocês, mais um pouquinho do que eu curto de sampa... |
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Gaudí de Paraisópolis É assim que o jardineiro Estevão Silva da Conceição ficou conhecido ao levantar um castelo, comparado à obra do arquiteto catalão, numa favela paulista
Há 28 anos em São Paulo, 20 deles na favela de Paraisópolis, na região do Morumbi, este baiano de 48 anos tem estilo semelhante ao do arquiteto e artista plástico catalão Antoní Gaudí (1852-1926). Estevão não completou o ensino fundamental, mas levantou seu castelo de forma genial. Um pedacinho de sua arte pode ser visto no Shopping Jardim Sul, já que o artista decorou uma vaca, batizada de Cowdí, para a Cow Parade. A exposição, que espalhou 150 vacas em vários pontos da cidade, vai até 6 de novembro.
Como tudo isso começou? Quando cheguei à favela de Paraisópolis, em 1985, pensei em fazer um barraco todo enfeitado. Havia um jardim pequeno, onde plantei um pé de roseira, mas a criançada estragava tudo. Então, fiz essa armação de ferro para sustentar a planta. Tive a idéia de revestir com uma tela de arame e fui enchendo de cimento. Comecei a colocar pedras e, depois, o primeiro prato. Não parei mais.
A estrutura parecida com galhos foi proposital? A idéia de fazer tudo cruzado, como uma raiz, era para sustentar a roseira. Se eu fizesse uma estrutura reta, ela poderia desabar.
Onde encontra tudo o que coloca na estrutura? Compro em bazares, pois as peças são mais baratas.
Como surgiu a oportunidade de fazer a Cowdí? Inscrevi meu projeto e fui selecionado. Fiz o espelho da minha casa. Enquanto terminava a vaca no shopping, as pessoas ficavam olhando, muito curiosas. A maioria gostaria de visitar minha casa, mas tem cuidados por estar numa favela.
O que o pessoal de Paraisópolis fala de sua casa?Antes falavam que eu era doido. Achavam que eu deveria fazer uma casa normal em vez desse jardim trançado. Agora todo mundo dá valor porque saí em revistas (com destaque na revista italiana Interni, de jul./ago. 2002, dedicada ao Brasil) e em programas de TV.
Você acha seu trabalho parecido com o de Gaudí? Quando comecei a fazer essa casa nem sabia quem ele era. A primeira vez que vi a obra do Gaudí foi num livro de uma estudante que veio aqui. Em 2001, o Centro de Estudos Gaudinistas me convidou para visitar Barcelona. O que achei mais parecido foi o Parque Güell.
O que acha dessa semelhança? Dizem que me inspirei no Gaudí ou que sou a reencarnação dele. Quando fui ao Parque Güell, deitei e abracei uma árvore. Em seguida, me contaram que havia sido plantada por ele. Uma coincidência.
Matéria publicada na edição 145 - outubro | 2005 |
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de Eduardo Alves da Costa:
No caminho com Maiakóvski
"[...]
Na primeira noite eles se aproximam e roubam uma flor do nosso jardim. E não dizemos nada. Na segunda noite, já não se escondem; pisam as flores, matam nosso cão, e não dizemos nada. Até que um dia, o mais frágil deles entra sozinho em nossa casa, rouba-nos a luz, e, conhecendo nosso medo, arranca-nos a voz da garganta. E já não podemos dizer nada.
[...]"
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|  | El día que me quieras no habrá más que armonías, será clara la aurora y alegre el manantial. Traerá quieta la brisa rumor de melodías y nos darán las fuentes su canto de cristal. El día que me quieras endulzará sus cuerdas el pájaro cantor, florecerá la vida, no existirá el dolor...
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|  | Viveram pouco para morrer bem Morrerram jovens para viver pra sempre
Faz teu epitáfio, pra que através de ti A morte morra de rir Desses que vivem aqui.
Venham também assistir A esse espetáculo, E que minha lápide Lhes sirva de oráculo.
E depois acabou-se A língua humana. O que sobrar, A peste arrebanha.
A cova é o lugar onde O homem trabalha, E a morte é o salário que ele ganha.
o Homem já não existe, nem existe nada igual.
Você que está lendo isto só pode ser um animal.
( acho que é de Timão de Atenas) |
Vídeo: Vicki Harris Falta de Iluminação : Clima de São Paulo Poluição Sonora : Av 23 de Maio Agradecimento: o pintor do Bigode
MOV08264.MPG (57.2 MB)
|  | Marcha da kombi (Wandy)
Eu economizei, mizei. Comprei, comprei, comprei uma Kombi meia seis, de um japoneis. Ela é ensinada, só falta asa. Corre a beça e vai sozinha pro Ceasa. Ela é uma jóia. Que lataria! Passou de trinta já começa a bateria. Eu economizei, mizei. Comprei, comprei, comprei uma Kombi meia seis, de um japoneis. Mas vou contar prá vocês ela já me aborreceu é só Ceasa, é só Ceasa. Faz mais de um mês que eu não volto para casa. Eu economizei, mizei. Comprei, comprei, comprei uma Kombi meia seis, de um japoneis.
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|  | Borba Gato
Era Manuel de Borba Gato filho de João Borba e de sua mulher Sebastiana Rodrigues e foi casado com Maria Leite, filha de Fernão Dias Pais. Acompanhou seu sogro ao sertão à mando do governador de São Paulo, Afonso Furtado de Castro, procurar a mítica serra de Sabarábuçu, jázida de esmeraldas e prata, isto de 1674 a 1681. Após a morte de Fernão Dias, por ocasião da ida da administrador-geral das minas D. Rodrigo de Castel Blanco àquele sertão, teve desentendimentos com esse delegado régio, devido a sua inação em fazer entradas no sertão para procurar esmeraldas resultando mata-lo, numa estrada que ia ter ao arraial do Sumidouro, em 28 de agosto de 1682. Por esse crime foragiu-se para o sertão do rio Doce e sómente em 1700 reapareceu no povoado, recomendando o governador do Rio de Janeiro que se fizesse silêncio no seu processo, no interesse dos descobrimentos de ouro que fizera e desde 1678 vinha tentando no rio das Velhas e na chamada serra de Sabarábuçu. Mas sómente em 1700 trouxe ele a São Paulo, apresentando a Artur de Sá e Meneses amostras de ouro paliado, regressando logo a seguir para o sertão da Sabarábuçu, (autal Sabará /MG) em companhia de seus genros Antônio Tavares e Francisco Arruda. O fato é confirmado pela carta de sesmaria passada à Irmandade de Santo Antônio do Bom Retiro, da matriz de Roça Grande, por Antônio Coelho de Carvalho, em 7 de fevereiro de 1711, na qual se diz que foi ele o primeiro povoador e minerador do rio das Velhas (atual Sabará/MG). Por provisão de 6 de março de 1700 foi Borba Gato nomeado guarda-mor desse distrito e pela de 9 de junho de 1702, superintendente das minas do mesmo rio. Pela carta de 18 de abril de 1701, Artur de Sá e Meneses autorizou-o à posse das terras "terras entre os rios Paraopeba e das Velhas, chapadas da serrania de Itatiaia". Teve ainda Borba Gato carta régia de elogios pelos serviços prestados, ocupou várias vezes a superintendência geral das minas, foi provedor dos defuntos e ausentes e administrador das estradas. Criou nas suas terras duas grandes fazendas, a do "Borba" no ribeirão do Borba e a do "Gato", no distrito do Itambé. Faleceu segundo Diogo de Vasconcelos em 1718, quando exercia o cargo de juiz ordinário da vila do Sabará, tendo cerca de noventa anos de idade. Segundo registros encontra-se enterrado em Paraopeba/MG e em Santo Amaro, é o guardião na entrada do Bairro em uma obra do nosso escultor Júlio Guerra , na confluência das Avenidas Adolfo Pinheiro e Santo Amaro.
O Monumento
Os temas e tipos populares sempre estiveram presentes na produção artística do modernista Júlio Guerra, marcando seu caráter sensível e humanista.
Nascido em 1912, na então cidade de Santo Amaro, esse escultor foi o responsável pelo uso de cores nas esculturas. Uma das mais famosas esculturas públicas de São Paulo é o Borba Gato, na avenida João Dias, que, com seus dez metros de altura compostos por um mosaico de pequenas pedras coloridas, simboliza a entrada do bandeirante no Bairro de Santo Amaro. O olhar da figura está direcionado ao eixo noroeste, no sentido do caminho de entrada para o sertão, além de estar posicionada de costas para a Serra do Mar, de onde vinham os colonizadores.
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Bye bye, Brasil Roberto Menescal - Chico Buarque/1979 Para o filme Bye, bye Brasil, de Carlos Diegues
Oi, coração Não dá pra falar muito não Espera passar o avião Assim que o inverno passar Eu acho que vou te buscar Aqui tá fazendo calor Deu pane no ventilador Já tem fliperama em Macau Tomei a costeira em Belém do Pará Puseram uma usina no mar Talvez fique ruim pra pescar Meu amor
No Tocantins O chefe dos parintintins Vidrou na minha calça Lee Eu vi uns patins pra você Eu vi um Brasil na tevê Capaz de cair um toró Estou me sentindo tão só Oh, tenha dó de mim Pintou uma chance legal Um lance lá na capital Nem tem que ter ginasial Meu amor
No Tabariz O som é que nem os Bee Gees Dancei com uma dona infeliz Que tem um tufão nos quadris Tem um japonês trás de mim Eu vou dar um pulo em Manaus Aqui tá quarenta e dois graus O sol nunca mais vai se pôr Eu tenho saudades da nossa canção Saudades de roça e sertão Bom mesmo é ter um caminhão Meu amor
Baby, bye bye Abraços na mãe e no pai Eu acho que vou desligar As fichas já vão terminar Eu vou me mandar de trenó Pra Rua do Sol, Maceió Peguei uma doença em Ilhéus Mas já tô quase bom Em março vou pro Ceará Com a benção do meu orixá Eu acho bauxita por lá Meu amor
Bye bye, Brasil A última ficha caiu Eu penso em vocês night and day Explica que tá tudo okay Eu só ando dentro da lei Eu quero voltar, podes crer Eu vi um Brasil na tevê Peguei uma doença em Belém Agora já tá tudo bem Mas a ligação tá no fim Tem um japonês trás de mim Aquela aquarela mudou Na estrada peguei uma cor Capaz de cair um toró Estou me sentindo um jiló Eu tenho tesão é no mar Assim que o inverno passar Bateu uma saudade de ti Tô a fim de encarar um siri Com a benção de Nosso Senhor O sol nunca mais vai se pôr
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